RECOMEÇAR

Recomeçar é estar ferido e suportar; é estar cansado e continuar!

FLORESCIMENTO

O entendimento e a aceitação da capacidade em si direciona a um novo modo de ver a vida, o mundo e a nós mesmos.

AME-SE

Crônica publicada na Revista Ser Espírita.

CHICO XAVIER - TRAÇOS BIOGRÁFICOS

O sonho de todo médium é aproximar-se de sua obra!

O TEMPO E A ETERNIDADE

Não deixemos que o mal uso do tempo presente determine uma eternidade dolorosa.

5 de julho de 2017

Queria que tivesse música


O reencontro sempre haverá.
Os olhos se desejando é uma certeza.
Os corações acelerados é mais que permanente.

Reencontrar quem faz todo o sentido à existência, é capaz de parar o tempo.

Planejo música que nos embale à rememoração dos sentimentos conquistados entre lágrimas.
Que será ouvida somente pelos corações, e anestesiará as emoções, tais quais os amantes das películas.

Completamente perfeita, é cantada pelos mais belos anjos em regojizo de alegria sublime.

O clamor de reencontrá-lo me faz desejar intensamente que logo chegue esse momento.
Porém, é preciso sanar as pendências, para que o viver seja feliz, ainda que nas adversidades.

Francy Rocha

14 de agosto de 2016

Questionamentos

Qual a percepção que temos de nós mesmos?

Em que ponto de nossa trajetória nos perdemos de nós mesmos, a ponto de sequer reconhecer alguém necessitado e não ajudá-lo?

Como é possível passar sem se perceber, ou perceber o outro?

Em que ponto de nosso breve instante nos desligamos de um sentimento que poderia nos levar à felicidade?
Porque escolhemos o sofrimento ao invés da plenitude?

Discorro acerca desses questionamentos desde um momento num transe mediúnico, onde ao receber uma entidade em profundo sofrimento, mas não a ponto de se reconhecer como tal necessitado. Este espírito milenar que vem travando lutas incessantes na busca de revanche e vingança, se perdeu de si mesma em sentimentos tão distantes do ideal de carinho e compaixão.

Ao recebê-la seu psiquismo e sentimentos misturaram-se aos meus, e pude perceber e experimentar um pouco de sua desordem psíquica, demonstrada  por comportamentos desconexo e desorientado, no qual somente importava o sofrimento do outro. Além desse desejo de revanche, encontra-se a procura de si mesma por meio da vingança tão sonhada desde os tempos de Cristo.

A localização temporal do início dessa perseguição me trouxe à luz outro questionamento: Como é possível uma "pessoa" permanecer em lutas milenares sem que se perceba o tempo passando, e seus perseguidos irem e voltarem de encarnações em busca de reparação? Como é possível que ela não perceba o quanto ficou para trás, literalmente, desejando e provocando o mal de determinadas pessoas?

Acredito que o sentimento vingativo nos "congela" num tempo que somente existe para nós, pois nos travamos em situações que são tão corriqueiras como o tempo. O que fica é o resultado de nossas atitudes.

Imaginemos quanto tempo será necessário para que essa moça consiga expurgar de seu psiquismo os sentimentos ruins que tanto cultivou. Quantas expiações serão necessárias; de quantas provações precisará?

Assim, chego a novos questionamentos: quanto mal posso ter causado? Quanta vingança desejei; o quanto quis que meus oponentes caíssem, para me regozijar com sua queda?

Cada atendimento que fazemos; cada irmão que recebemos nos traz um manancial de dores e tormentos que poderíamos ter causado. Pensando assim, percebo que minha tarefa mediúnica é, principalmente, o apaziguar de um passado delituoso.

As lições são infinitas e diárias, e jamais cessarão.

Cada enfermo se aproxima conforme nossas enfermidades. Por isso, reclamar da tarefa é a maior redundância que podemos cometer.

Acolher é nosso dever moral.

Compreender e aceitar é nosso dever evolutivo.

Francy Rocha

10 de junho de 2016

EUTANÁSIA

História contada por Chico Xavier
Chico visitou durante muitos anos um jovem que tinha o corpo totalmente deformado e que morava num barraco à beira de uma mata. O estado de alienado mental era completo. A mãe deste jovem era também muito doente e o Chico a ajudava a banhá-lo, alimentá-lo e a fazer a limpeza do pequeno cômodo em que morava.
O quadro era tão estarrecedor que, numa de suas visitas em que um grupo de pessoas o acompanhava, um médico perguntou ao Chico:
- Nem mesmo neste caso a eutanásia seria perdoável?
Chico respondeu:

- Não creio doutor. Esse nosso irmão, em sua última encarnação, tinha muito poder. Perseguiu, prejudicou e com torturas desumanas tirou a vida de muitas pessoas. Algumas o perdoaram, outras não e o perseguiram durante toda sua vida. Aguardaram o seu desencarne e, assim que ele deixou o corpo, eles o agarraram e o torturaram de todas as maneiras durante muitos anos. Este corpo disforme e mutilado representa uma bênção para ele. Foi o único jeito que a providência divina encontrou para escondê-lo de seus inimigos. Quando mais tempo aguentar, melhor será. Com o passar dos anos, muitos de seus inimigos o terão perdoado. Outros terão reencarnado. Aplicar a eutanásia seria devolvê-lo às mãos de seus inimigos para que continuassem a torturá-lo.
- E como resgatará ele seus crimes? – Perguntou o médico.
- O irmão X costumava dizer que Deus usa o tempo e não a violência. - respondeu Chico Xavier

Diante da dor e do sofrimento, ouvimos pessoas dizendo: “Eu não acho justo tanto sofrimento!” Quem afirma isto, está achando indiretamente, que Deus é injusto.
São Luiz, no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V, item 28 diz: “Quem nos dá o direito de prejudicar os planos de Deus? (Se aquela pessoa sofre, é porque está ressarcindo no corpo, os débitos e liberta-se dos erros do passado). Será que Deus não pode deixar uma pessoa chegar à beira da morte, para depois curá-la, com a finalidade de fazer com que aquela pessoa examine a si mesmo lhe dando a chance de modificar seu modo de pensar e agir? Ninguém pode dizer que uma pessoa moribunda está perto do fim, porque a ciência, comete erros nas suas previsões. Sabemos que há casos que podemos considerar, desesperador. Mas se não há nenhuma esperança possível, lembremos que há doente que se reanima e recobra suas faculdades por alguns instantes. Essa hora é concedida por Deus, e pode ser de grande importância, porque o Espírito pode ter um súbito clarão de arrependimento que poupam muitos tormentos. Um minuto apenas pode poupar muitas lágrimas no futuro.”
Portanto: Matar nunca!
Nossa encarnação é planejada minuciosamente.
Nós formamos corpos físicos, quem dá vida ao corpo físico é Deus. Por isso, não temos o direito de destruí-la. Seja através do aborto, do suicídio, da pena de morte, eutanásia . . .
"Que os conhecimentos médicos vigentes possam ajudar os que se acham à beira da desencarnação, facilitando-lhe um tranqüilo retorno ao Invisível sem comprometimento negativo de médicos, enfermagem ou familiares."

Raul Teixeira

20 de maio de 2016

O Retorno do Apóstolo Chico Xavier

Relato de Joanna de Ângelis sobre a chegada de Chico Xavier na Espiritualidade...

Francisco Cândido Xavier - apóstolo de Jesus!

Quando mergulhou no corpo físico, para o ministério que deveria desenvolver, tudo eram expectativas e promessas. Aquinhoado com incomum patrimônio de bênçãos, especialmente na área da mediunidade, Mensageiros da Luz prometeram inspirá-lo e ampará-lo durante todo o tempo em que se encontrasse na trajetória física, advertindo-o dos perigos da travessia no mar encapelado das paixões bem como das lutas que deveria travar para alcançar o porto de segurança.

Orfandade, perseguições rudes na infância, solidão e amargura estabeleceram o cerco que lhe poderia ter dificultado o avanço, porém, as providências superiores auxiliaram-no a vencer esses desafios mais rudes e a crescer interiormente no rumo do objetivo de iluminação. Adversários do ontem que se haviam reencarnado também, crivaram-no de aflições e de crueldade durante toda a existência orgânica, mas ele conseguiu amá-los, jamais devolvendo as mesmas farpas, os espículos e o mal que lhe dirigiam.

Experimentou abandono e descrédito, necessidades de toda ordem, tentações incontáveis que lhe rondaram os passos ameaçando-lhe a integridade moral, mas não cedeu ao dinheiro, ao sexo, às projeções enganosas da sociedade, nem aos sentimentos vis. Sempre se manteve em clima de harmonia, sintonizado com as Fontes Geradoras da Vida, de onde hauria coragem e forças para não desfalecer.

Trabalhando infatigavelmente, alargou o campo da solidariedade, e acendendo o archote da fé racional que distendia através dos incomuns testemunhos mediúnicos, iluminou vidas que se tornaram faróis e amparo para outras tantas existências. Nunca se exaltou e jamais se entregou ao desânimo, nem mesmo quando sob o metralhar de perversas acusações, permanecendo fiel ao dever, sem apresentar defesas pessoais ou justificativas para os seus atos.

Lentamente, pelo exemplo, pela probidade e pelo esforço de herói cristão, sensibilizou o povo e os seu líderes, que passaram a amá-lo, tornou-se parâmetro do comportamento, transformando-se em pessoa de referência para as informações seguras sobre o Mundo Espiritual e os fenômenos da mediunidade. Sua palavra doce e ungida de bondade sempre soava ensinando, direcionando e encaminhando as pessoas que o buscavam para a senda do Bem. 

Em contínuo contato com o seu Anjo tutelar, nunca o decepcionou, extraviando-se na estrada do dever, mantendo disciplina e fidelidade ao compromisso assumido. Abandonado por uns e por outros, afetos e amigos, conhecidos ou não, jamais deixou de realizar o seu compromisso para com a Vida, nunca desertando das suas tarefas. As enfermidades minaram-lhe as energias, mas ele as renovava através da oração e do exercício intérmino da caridade.

A claridade dos olhos diminuiu até quase apagar-se, no entanto a visão interior tornou-se mais poderosa para penetrar nos arcanos da Espiritualidade. Nunca se escusou a ajudar, mas nunca deu trabalho a ninguém. Seus silêncios homéricos falaram mais alto do que as discussões perturbadoras e os debates insensatos que aconteciam a sua volta e longe dele, sobre a Doutrina que esposava e os seus sublimes ensinamentos.

Tornou-se a maior antena parapsíquica do seu tempo, conseguindo viajar fora do corpo, quando parcialmente desdobrado pelo sono natural, assim como penetrar em mentes e corações para melhor ajudá-los, tanto quanto tornando-se maleável aos Espíritos que o utilizaram por quase setenta e cinco anos de devotamento e de renúncia na mediunidade luminosa. Por isso mesmo, o seu foi mediumato incomparável...

E ao desencarnar, suave e docemente, permitindo que o corpo se aquietasse, ascendeu nos rumos do Infinito, sendo recebido por Jesus, que o acolheu com a Sua bondade, asseverando-lhe: – Descansa, por um pouco, meu filho, a fim de esqueceres as tristezas da Terra e desfrutares das inefáveis alegrias do reino dos Céus.

JOANNA DE ÂNGELIS (Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 2 de julho de 2002, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.) Texto extraido do Reformador - Agosto/2002 Especial - FEB

19 de maio de 2016

A vida é uma dança!


Quando uma porta se fecha, outra se abre; quando um caminho termina, outro começa... nada é estático no Universo, tudo se move sem parar e tudo se transforma sempre para melhor.
 
Habitue-se a pensar desta forma: tudo que chega é bom, tudo que parte também. É a dança da vida... dance-a da forma como ela se apresentar, sem apego ou resistência.
 
Não se apavore com as doenças... elas são despertadores, têm a missão de nos acordar. De outra forma permaneceríamos distraídos com as seduções do mundo material, esquecidos do que viemos fazer neste planeta. O Universo nos mandou aqui para coisas mais importantes do que comer, dormir, pagar contas....
 
Viemos para realizar o Divino em nós. Toda inércia é um desserviço à obra Divina. Há um mundo a ser transformado, seu papel é contribuir para deixá-lo melhor do que você o encontrou. Recursos para isso você tem, só falta a vontade de servir a Deus servindo aos homens.
 
Não diga que as pessoas são difíceis e que convivência entre seres humanos é impossível. Todos estão se esforçando para cumprir bem a missão que lhes foi confiada. Se você já anda mais firme, tenha paciência com os seus companheiros de jornada. Embora os caminhos sejam diferentes estamos todos seguindo na mesma direção, em busca da mesma luz.
 
E sempre que a impaciência ameaçar a sua boa vontade com o caminhar de um semelhante, faça o exercício da compaixão. Ele vai ajudá-lo a perceber que na verdade ninguém está atrapalhando o seu caminho nem querendo lhe fazer nenhum mal, está apenas tentando ser feliz, assim como você.
 
Quando nos colocamos no lugar do outro, algo muito mágico acontece dentro de nós: o coração se abre, a generosidade se instala dentro dele e nasce a partir daí uma enorme compreensão acerca do propósito maior da existência, que é a prática do AMOR. Quando olhamos uma pessoa com os olhos do coração, percebemos o parentesco de nossas almas.
 
Somos uma só energia, juntos formamos um imenso tecido de luz. Não existem as distâncias físicas. A Física Quântica já provou que é tudo uma ilusão. Estamos interligados por fios invisíveis que nos conectam ao Criador da Vida. A minha tristeza contamina o bem-estar do meu vizinho, assim como a minha alegria entusiasma alguém do outro lado do mundo. É impossível ferir alguém sem ser ferido também, lembre-se disso.
 
O exercício diário da compaixão faz de nós seres humanos de primeira classe."
 
André Luiz - Psicografia de Chico Xavier ..

17 de maio de 2016

A árvore da vida!


A existência é um plantio. Cada ato cometido é uma semente plantada nas terras do tempo, semeadas pelos próprios atos. Tudo quanto imagina-se, quer ou deseja floresce junto.

Não se pode romper os grilhões da colheita somente por não gostar do fruto. Nunca foi tão sincera e justa a frase: "o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória". Os sonhos, desejos, almejos e ensejos levam para onde intimamente se quer, e lá se permanecerá enquanto se "desejar".

A causa das provações atuais encontra-se no plantio do passado, que momentaneamente não recorda-se pelo adormecimento da memória. O que foi plantado cresceu, e hoje é uma imensa árvore que necessita ser podada constantemente para que a cada primavera renasça uma copa linda e renovada.

O mesmo ocorre com as tendências inerentes a cada ser, no alvorecer de um novo recomeço. É necessário observar os comportamentos repetitivos e perniciosos, e então realizar o trabalho de podagem de tais tendências .

A medida que se avança em novas tentativas, deve-se ir gradativamente podando a árvore íntima novos sonhos, olhares, e reações. A melhora, a evolução são conquistas íntimas, e a luta é pessoal e intransferível. 

Cada ser precisa olhar para dentro de si e enxergar qual a prioridade do momento; aparar, regar renovar a terra e o adubo. O que é necessário para que essa árvore floresça mais, e lindamente? A resposta só pode partir de cada um.