RECOMEÇAR

Recomeçar é estar ferido e suportar; é estar cansado e continuar!

FLORESCIMENTO

O entendimento e a aceitação da capacidade em si direciona a um novo modo de ver a vida, o mundo e a nós mesmos.

AME-SE

Crônica publicada na Revista Ser Espírita.

CHICO XAVIER - TRAÇOS BIOGRÁFICOS

O sonho de todo médium é aproximar-se de sua obra!

O TEMPO E A ETERNIDADE

Não deixemos que o mal uso do tempo presente determine uma eternidade dolorosa.

14 de agosto de 2016

Questionamentos

Qual a percepção que temos de nós mesmos?

Em que ponto de nossa trajetória nos perdemos de nós mesmos, a ponto de sequer reconhecer alguém necessitado e não ajudá-lo?

Como é possível passar sem se perceber, ou perceber o outro?

Em que ponto de nosso breve instante nos desligamos de um sentimento que poderia nos levar à felicidade?
Porque escolhemos o sofrimento ao invés da plenitude?

Discorro acerca desses questionamentos desde um momento num transe mediúnico, onde ao receber uma entidade em profundo sofrimento, mas não a ponto de se reconhecer como tal necessitado. Este espírito milenar que vem travando lutas incessantes na busca de revanche e vingança, se perdeu de si mesma em sentimentos tão distantes do ideal de carinho e compaixão.

Ao recebê-la seu psiquismo e sentimentos misturaram-se aos meus, e pude perceber e experimentar um pouco de sua desordem psíquica, demonstrada  por comportamentos desconexo e desorientado, no qual somente importava o sofrimento do outro. Além desse desejo de revanche, encontra-se a procura de si mesma por meio da vingança tão sonhada desde os tempos de Cristo.

A localização temporal do início dessa perseguição me trouxe à luz outro questionamento: Como é possível uma "pessoa" permanecer em lutas milenares sem que se perceba o tempo passando, e seus perseguidos irem e voltarem de encarnações em busca de reparação? Como é possível que ela não perceba o quanto ficou para trás, literalmente, desejando e provocando o mal de determinadas pessoas?

Acredito que o sentimento vingativo nos "congela" num tempo que somente existe para nós, pois nos travamos em situações que são tão corriqueiras como o tempo. O que fica é o resultado de nossas atitudes.

Imaginemos quanto tempo será necessário para que essa moça consiga expurgar de seu psiquismo os sentimentos ruins que tanto cultivou. Quantas expiações serão necessárias; de quantas provações precisará?

Assim, chego a novos questionamentos: quanto mal posso ter causado? Quanta vingança desejei; o quanto quis que meus oponentes caíssem, para me regozijar com sua queda?

Cada atendimento que fazemos; cada irmão que recebemos nos traz um manancial de dores e tormentos que poderíamos ter causado. Pensando assim, percebo que minha tarefa mediúnica é, principalmente, o apaziguar de um passado delituoso.

As lições são infinitas e diárias, e jamais cessarão.

Cada enfermo se aproxima conforme nossas enfermidades. Por isso, reclamar da tarefa é a maior redundância que podemos cometer.

Acolher é nosso dever moral.

Compreender e aceitar é nosso dever evolutivo.

Francy Rocha