13 de novembro de 2017

Perdão e Libertação

Todos os sofrimentos nos causam dilacerações profundas, que perdurarão pelo tempo que forem alimentados. Todo o momento que revivemos a causa da dor provocada, é uma forma de aprofundar  o que não precisa continuar.

Viver é um fardo bem difícil e pesado, e não é qualquer pessoa que consegue viver com leveza, e conviver com tranquilidade, a fim de aproveitar tudo que é necessário aprender.

Inevitavelmente, enfrentaremos situações adversas, e que significarão a melhora que tanto se necessita. Essa vivência transfigurada em aprendizado nos permite crescer a cada experiência.

O viver é uma grande jornada empreendida no nascimento, e finalizada no falecimento corporal. Esse instante de separação denota não a purificação instantânea, mas sim a possibilidade de compreender os passos dados durante a caminhada.

A separação não é uma forma de classificar ou reclassificar segundo as próprias categorias. Porém de exemplificar tudo que foi verdadeiramente possibilitado. No instante, desse enxergar a obra empreendida nos permite observar e avaliar o que precisa ser perdoado.

Compreender que por diversas situações também necessitamos de perdão. Por vezes acreditamos que somente nós precisamos perdoar, olhando apenas pelo ângulo da própria dor. E, conservando um sentimento de superioridade ante as limitações do outro, e qualquer reação é plenamente justificada, uma vez que fui eu, a pessoa ferida. Logo, preciso perdoar, tal qual um ato de misericórdia.

Contraditoriamente, o perdão sincero não precisa ser verbalizado, pois ele acontece na intimidade do ser. Ocorre no reconhecimento de minha parcela de culpa, e também pedir perdão. Esse reconhecimento nos permite viver tranquilamente, e aguardar o momento adequado para que o diálogo seja fraterno e sincero.

Perdoar é libertar-se do sentimento de indignação e insatisfação ante os aprendizados da vida. Perdoar dói, porque dói reconhecer a própria da culpa.


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